Será a Realidade Virtual o próximo 3D da tecnologia?

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Alto custo, falta de conteúdo e vista cansada são fatores semelhantes às tecnologias e fizeram o 3D sumir do mercado.
Entusiastas de tecnologia já têm comparado a evolução da Realidade Virtual com o desempenho dos televisores 3D. Assim como tem acontecido com o mercado VR, em meados de 2011, previa-se que as imagens em três dimensões seriam o futuro do cinema e das telas planas. Mas não foi bem assim que aconteceu.

A capacidade 3D nunca foi universalmente aceita na indústria para uso doméstico e com o tempo realmente não se tornou um fator decisivo na hora de comprar um novo televisor. Com base nas tendências de mercado, os fabricantes decidiram parar de produzir novos modelos.
São diversos os fatores que desagradaram o público e levaram a derrocada da tecnologia 3D.  Primeiro, a utilização de óculos específicos para visualização de imagens em três dimensões ainda causa náuseas e cansaço à vista. Segundo, a indústria cinematográfica produziu pouco conteúdo específico para visualização, cineastas não sentiram a necessidade de criar algo único e muitos dos filmes que se dizem 3D apresentaram singelas interações com o público. Terceiro, as imagens em 3D perdem qualidade, algo na contramão do que deseja o consumidor, que tem se interessado muito mais pela resolução 4k.

Por sua vez, a Realidade Virtual tem enfrentado dificuldades parecidas. No mercado internacional, segundo a pesquisa realizada pela Thrive Analytics, em março de 2017, mais da metade dos internautas americanos (53%) não estão interessados ​​em possuir dispositivos VR. Cerca de 43% acha que os aparelhos são muito caros. A falta de conteúdo também tem sido um dos motivos pelo qual as pessoas não estão tentadas a comprar os dispositivos. Por fim, as imagens também causam cansaços e até enjoos, dependendo do modelo e da frequência utilizada.
Mesmo assim, os investimentos das empresas de tecnologia têm sido no sentido contrário. Todos sabem que os lançamentos dos aparelhos são embrionários e estão em fase de adaptação com as necessidades dos consumidores. Somado a isso, a revolução no conteúdo deve acontecer ao longo dos anos, inclusive com a especialização de profissionais. Diferentemente do que aconteceu com o 3D, que atuava mais como um item de acessório de um componente eletroeletrônico, a Realidade Virtual é um novo canal (um meio de comunicação) que exige especificações técnicas para a produção de conteúdo qualificado.

Possivelmente, na televisão, o 3D chegou ao seu extremo. A Realidade Virtual está começando a engatinhar tanto para hardware quanto para o software. Ela ainda carece de uma linguagem própria e de muito investimento quanto a adaptação da tecnologia para o mercado consumidor. Assim aconteceu com os próprios computadores e aparelhos celulares, que passaram a ter aplicações e conteúdos específicos para o seu formato.
O mercado de tecnologia funciona assim, de tempos em tempos é acrescentada uma nova função, uma nova melhoria até que a ferramenta ganhe consistência para atrair a curiosidade e trazer mais pessoas para compartilharem as novidades.

De acordo com a Canalys, as remessas de VR excederam 1 milhão de unidades pela primeira vez no terceiro trimestre de 2017. A Sony tem produzido mais unidades do que qualquer outro fabricante. A empresa tem aproveitado a forte cultura de jogos e entretenimento para acelerar a adoção de dispositivos VR.
Embora os smartphones já sejam populares no Brasil, os óculos VR ainda não fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Muitas empresas têm usado a interação VR como forma de oferecer um benefício ao consumidor na hora da compra ou em alguma atividade lúdica de relacionamento. O VR é novidade para as pessoas e na maioria das ocasiões formam filas de interessados em experimentar a nova tecnologia e provar da sensação de estar imersos em um vídeo 360.

As principais solicitações de conteúdo 360 recebidas pela Casa Mais 360, empresa dedicada exclusivamente à produção de conteúdo e locação de dispositivos para imersão virtual, são voltadas principalmente para feiras e eventos, comemorações sociais, lançamentos imobiliários e ativações em PDV. Por uma questão de custo e medo de inovar, as grandes empresas de varejo não passaram a produzir aplicativos mais complexos, com ambienteis totalmente planejados.

A Realidade Virtual tem um potencial enorme, não é à toa que toda semana temos notícias sobre o lançamento de uma nova ferramenta ou plataforma específica para o assunto. Até 2020, a SuperData Research, prevê que as receitas do consumidor para o mercado de Realidade Virtual chegarão a US $ 28,3 bilhões. O VR será responsável por mudar o hábito de compra e consumo das pessoas e impactará a prestação de serviços das empresas. Isso exigirá novas ferramentas, melhoria nos aplicativos, capacitação de profissionais e todo um longo caminho a ser seguido que promete ser muito diferente do 3D.

Por Fábio Costa.
Fábio Costa é fundador da Casa Mais 360, empresa dedicada exclusivamente à produção de conteúdo e locação de dispositivos para imersão virtual. Formado em marketing pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Costa possui especializações pela Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) e pela australiana Business English. É constantemente convidado para proferir palestras e compor seminário nas maiores faculdades de comunicação do país, como PUC, FAAP e ESPM, abordando sobre o universo da Realidade Virtual e como aplicar a tecnologia em campanhas de publicidade.

Sobre a Casa Mais 360:

A Casa Mais 360 é pioneira em Vídeos 360 e Realidade Virtual. Criada desde 2012, a empresa oferece soluções full service para o mercado corporativo e para agências de comunicação. Tem como foco ações de marketing promocional, campanhas publicitárias, ativações de marca em feiras, eventos e congressos. Com uma estrutura e equipe altamente qualificada, nos últimos cinco anos, a empresa vem ganhando notoriedade devido aos trabalhos realizado para grandes instituições do campo financeiro, automobilístico e mercado de entretenimento, ampliando as aplicações e efetividade no uso do vídeo em 360 graus. Os cases de sucesso da Casa Mais 360 contam com renomados clientes como: Itaú, Ford, Instituto Neymar, Samsung, Bayer, Reebok, Castrol, Embraer, BBC Brasil, Casa Cor entre outros. Confira algumas das publicações em 360º no site: www.casamais360.com.br